sexta-feira, 29 de maio de 2015

Greve Nacional: Serviço público de Lauro de Freitas esta parado hoje em defesa do direito do trabalhador

Diversos segmentos do serviço público da cidade de Lauro de Freitas pararam as atividades hoje atendendo ao chamado da CNTE - Central Nacional dos Trabalhadores em Educação, CSP-CONLUTAS, CUT - Central Única dos Trabalhadores e demais sindicais, em defesa dos direitos do trabalhador e contra a PEC 4330 que regulamenta o servido terceirizado.

Os trabalhadores municipais da educação que estão em greve desde o último dia 18, protestam contra o deficit de docentes nas salas de aula e a decisão sacramentada em decreto publicado no DOM (06 de maio de 2015) de não contratação da prefeitura de mais professores e auxiliares de classe para suprir a necessidade da rede. Além deles os servidores da ABASA - Associação Baiana de Salvamento Aquático, os salvas vidas, estão em greve contra o descaso do governo com a categoria. Na mesma situação estão os psicólogos e assistentes sociais, assim como os guardas municipais, essenciais na colaboração do serviço de segurança pública na cidade, que trabalham de forma precária e como todas as outras categorias do serviço público, não estão sendo desvalorizados.

Nesse momento as classes trabalhadores estão saindo em caminhada do final de linha de Lauro com destino a Praça da Matriz, em frente a prefeitura da cidade. O ato tem também como objetivo, esclarecer a população lautofreitense, a real situação que vivem os servidores do município, que sofrem com o descaso e desrespeito do Poder Executivo, a exemplo da educação.








quinta-feira, 28 de maio de 2015

Duas Palavras: Governo faz acerto com categoria e no mesmo dia volta atrás

Os trabalhadores municipais da educação de Lauro de Freitas se reuniram na manhã (28), com representantes da gestão municipal no Centro de Cultura de Portão para nova rodada de negociação que teve como pauta principal, debater os rumos da greve na educação que hoje chega ao seu nono dia,  sem qualquer resposta do governo quanto a solução para o movimento, que foi deflagrado por conta da falta de professores e auxiliares de classe nas escolas, isso desde o dia 4 de fevereiro, início do ano letivo no município.

Na sua fala, o secretário municipal da educação Marcelo Abreu, pediu um prazo de até o dia 15 de junho para que a gestão consiga enfim resolver questões como a situação estrutural dos prédios da rede, analisar o orçamento da pasta e que estão prontos para discutir a atualização do piso dos profissionais do M1. Assim como ontem (27) na Audiência Pública na CMLF, promovida pelos edis entre trabalhadores, governo e sociedade civil, o Coordenador Geral do ASPROLF Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Valdir Silva, solicitou à Abreu acesso ao número exato dos funcionários que compõem a pasta da educação, desde efetivos, contratados, assim como a quantidade de vagas reais na educação. Sobre o orçamento destinado à pasta da educação, Silva de novo pediu que o Poder Executivo que apresente o valor dos 20% do FUNDEB, assim como os 5%, do mesmo Fundo, que é um percentual que sobra do IRRFM (esse último não foi apresentados nos slides da SEMED em nenhuma das reuniões anteriores), além do Salário Educação, e todos os recursos do governo federal, voltados para a educação.

Mas como sempre, sobre essas questões do destino exato desses aportes financeiros, os representantes do governo não se esquivaram de responder. Assim como também não trouxe nenhuma solução para o deficit de profissionais na rede. Ainda assim, o Sindicato, que tem como interesse o fim da greve e o investimento e trabalho pela educação pública de qualidade, resolver dar ao governo esse prazo que ele pediu para apresentar soluções aos problemas criados por ele mesmo. Entretanto o que parecia ser o início de um entendimento, logo foi desfeito, quando o ASPROLF recebeu ainda no final da reunião com o governo, um documento judicial, com uma 'ação declaratória de abusividade da greve', segundo petição do Poder Executivo, mesmo ontem na Audiência da CMLF ter sido definido um início de entendimento, que claro, dependia apenas da resposta do governo na reunião da manhã desta quinta-feira. Seguindo a linha de prometer e não cumprir, a gestão quebrou o compromisso feito na mesa de negociação, sobre produção do documento que deveria elencar todas as propostas fechadas com a classe trabalhadora, e enviou ao sindicato um ofício apenas com os pontos que lhe eram convenientes; sem citar o que foi afirmado, que não vai mudar em nada a Redução. Deixando margem de dúvida na categoria sobre qual a razão disso.

A categoria estava a um passo do fim da greve, mas sentiu na pele a traição de um governo que jamais teve a 'educação como prioridade' e sequer está preocupado com o futuro dos alunos da cidade e muito menos com os educadores. Os trabalhadores se reuniram à tarde em assembleia geral extraordinária e ficaram perplexos com a atitude desonrosa e desrespeitosa do Poder Executo, e por isso a greve - que tinha tudo para chegar ao fim - foi mantida, por pura e exclusiva vontade da gestão municipal.

Em virtude disso, a categoria deliberou pela construção de um documento ofício que solicite a quantificação do número de profissionais e vagas na SEMED, terá nova assembleia para decidir o seguinte:

  • Produção de um documento ofício à SEMED solicitando quantificação do número de professores contratados e efetivos;
  • A greve só termina quando o Poder Executivo enviar um documento garantindo que não vai mexer no direito da Redução da Carga Horária de Trabalho, inclusive na questão posta no item V na pauta do governo;
  • Assembleia Geral extraordinária para decidir os rumos da greve na próxima segunda-feira (1), às 14 horas na Escola Municipal Dois de julho no bairro de Itinga.
Confira abaixo, o documento com os pontos discutidos na mesa, relacionados de forma incompleta pelo governo e enviado ao Sindicato para conhecimento da categoria:







Assembleia Geral Extraordinária



ASPROLF - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município de Lauro de Freitas convoca toda a categoria para Assembleia Geral Extraordinária nessa quinta-feira as 14h, 28 de maio de 2015 na Escola Municipal Dois de Julho no bairro de Itinga.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Audiência Pública: governo se esquiva de explicar a falta de orçamento na educação e culpa salários pagos aos professores


Foto: ASPROLF

A Audiência Pública na CMLF entre governo, trabalhadores em educação e sociedade civil, segue lotada. A fala do Executivo, representado pelo secretário da SEMED, Marcelo Abreu, não justificou de forma clara, o porquê da pasta está no vermelho, e ele preferiu voltar seu discurso a atualização do piso (que já foi definida), além de continuar alegando que a folha da educação onerou os cofres do município. A contradição dessa fala e muito questionada pelos presentes, são contratos a valores altíssimos pela prefeitura de Lauro de Freitas, pelo prefeito Márcio Paiva, que afirmou que 'dinheiro tem, o que falta e gestão'.

Hoje estamos aqui discutindo a precarização extrema na educação do município, que além do descaso com os estudantes que estão sem professores de matérias básicas (faltam mais de 600 para completar a rede), e dos trabalhadores em educação, que vem de perdas históricas para além, e nessa gestão 'progressista'. 

Carreira engessada, processos parados, desvalorização do profissional, são cobranças de épocas da categoria para o governo, que promete criar comissões, analisar documentos e nenhuma dessas soluções vira realidade.

Como forma de encaminhamento nessa audiência, o secretário Abreu propôs a velha sugestão da criação de uma comissão permanente para debater os pontos da pauta reivindicaria da categoria. O  presidente da Câmara, vereador Lula Marciel, sugeriu a construção de uma discussão sobre a não redução da carga horária dos trabalhadores, assunto questionado visto que, o governo apresentou uma proposta de 'adesão voluntária'.

Valdir Silva, coordenador geral da ASPROLF, propôs como encaminhamento, já que o problema e orçamento, e que o governo informe o número correto de funcionários da educação, quem é quem entre TD's, efetivos, etc. Também que seja aplicado isso 20% e os 5% do FUNDEB, do Salário Educação e todos os recursos do governo federal para o município, 

O vereador Lula Maciel finalizou as discussões com a definição dos encaminhamentos definidos pelos presentes, que foram: Criação de uma Comissão de Educação (que terá a CMLF como participante), incorporando as discussões de negociações da categoria e outra comissão para analisar a situação das estruturas das unidades de ensino de Lauro de Freitas.

A Audiência chegou ao fim sem que o governo definisse uma solução para o déficit de profissionais na rede, aliás, ele fez questão de informar a "convocação de 30 profissionais da educação", que pelo visto devem ser milagrosos, já que terão que suprir a real falta que é de mais de 600 professores e auxiliares de classe.

E, respondendo ao chamado da ASPROLF, o secretário de Educação confirmou nova reunião de negociação com a categoria para amanhã (28), às 9 horas no Centro de Cultura de Portão.


Audiência Pública: Governo conversa e não explica o caos instalado na educação de LF

Foto: ASPROLF
A Audiência Pública promovida pelos vereadores de Lauro de Freitas, que começou no início da manhã de hoje (27), entra pelo turno da tarde com discussões sobre a atual situação da educação no município, que sofre com o descaso da prefeitura que tinha como promessa de governo, prioridade nessa pasta, e agora e só contradição.

Movimentada e calorosa a Audiência contou com protestos de pais de alunos, que cercaram o secretário Marcelo Abreu na área externa do salão para exigir fala e cobraram solução para o fim da greve na rede, deflagrada em razão da falta de docentes nas escolas e sacramentada com um Decreto do Poder Executivo a suspensão de contratação de professores e auxiliares de classe.

Os estudantes da rede municipal de ensino de Lauro de Freitas estão sem a normalidade das aulas desde o dia 4 de fevereiro, quando já estava estabelecido o caos nas escolas com a falta de professores e auxiliares de classe para lecionar as aulas, e assim vem prejudicando de forme gravíssima o aprendizado dos alunos da cidade.

A Audiência segue, e como foi sugerido por uma das edis, à espera de encaminhamentos que leve ao final da greve. Mas ainda assim, o representante da SEMED não falou sobre como vai resolver a falta de profissionais na rede.

Audiência Pública: Secretário Marcelo Abreu fala da convocação de 30 REDA's quando o déficit é de mais de 600

Foto: ASPROLF
Acontece neste momento na CMLF, uma Audiência Pública promovida pelo vereadores entre a ASPROLF e governo, para debater a situação a educação no município de Lauro de Freitas que entre os inúmeros problemas, sofre com o déficit de professores em sala de aula desde o mês de fevereiro - início foi do ano letivo, e vem comprometendo de forma crítica o ensino público no município.


Na mesa coordenadores da ASPROLF, vereadores, pais de alunos, além da categoria, estudantes e comunidade que lotam a plenária. Os vereadores cobram da gestão municipal, explicações para o caos instalado na educação, situação que levou os trabalhadores a greve.

O secretário municipal da educação Marcelo Abreu, justificou o impasse com a categoria apenas se atendo a atualização do piso, deixando de lado, a principal razão que levou os profissionais ao Movimento Paredista que é o deficit de professores e auxiliares de classe nas escolas. E mesmo ontem (26), o Poder Executivo tendo publicado no DOM - Diário Oficial do Município, a convocação de cerca de 30 professores, isso claro, não cobre um buraco de mais de 600 docentes que faltam para lecionar nas escolas da rede municipal.

Os Coordenadores da ASPROLF - Sindicato  dos Trabalhadores em Educação, Valdir Silva e Jorge Garrido, lembraram na plenária que as discussões sobre o comprometimento na educação com esse deficit de profissionais vem sendo discutido com a gestão municipal desde o início de 2015, quando o Sindicato sinalizou ao governo o problema que seria criado com o rompimento de contrato com os 'antigos' 'REDA's, que poderiam, assim houvesse bom senso do governo, estarem em sala de aula durante este ano.

Pais de alunos também foram enfáticos em cobrar das autoridades, um desfecho positivo, onde o professor seja valorizado e o aluno, que e o foco principal na construção e manutenção da educação pública de qualidade, e que seja deliberada já uma reposta para os professores, alunos e sociedade. O mesmo pedido foi feito de forma enérgica e calorosa pela professora Ladjane, que disse se sentir desrespeitada pelo governo municipal e foi aplaudida de pé pelos presente.


terça-feira, 26 de maio de 2015

Educação como Prioridade: Categoria solicita nova reunião de negociação com o governo e aguarda resposta


Preocupado com o andamento da educação pública no município de Lauro de Freitas e consequentemente a qualidade desse ensino que tem como objetivo maior a formação do aluno, que vem sendo prejudicado de forma crítica com a falta de docentes nas escolas e ainda a não contratação desses profissionais pela prefeitura, o ASPROLF – Sindicato dos Trabalhadores em Educação vem trabalhando intensamente para que o problema seja logo solucionado.

Por conta disso, na última reunião do Comando de Greve, foi deliberada a solicitação ao governo em Documento Ofício (nº39/2015 – CE, entregue na SEMED – Secretaria Municipal de Educação ontem - 25), uma nova reunião de negociação para esclarecer a recusa da classe trabalhadora em assembleia do documento enviado pela gestão municipal que trata das “Ações Compromissórias do IDEB e das Condições da Rede Municipal de Ensino”. A rejeição se deu não pelo seu conteúdo, mas pela forma em que foi imposta. Por isso os trabalhadores em educação pedem a discussão de cada ponto desse documento. Vale salientar que para a classe trabalhadora como sempre esteve, continua aberta à negociação com a gestão municipal, até porque o foco dos trabalhadores em educação do município de Lauro de Freitas, é a qualidade da educação, a valorização profissional, pontos que são construídos em duas vias, e o que é maior; os alunos, por quem e para quem fazemos nossa luta diária pela educação pública de qualidade.

Dessa forma, o Comando de Greve aguarda resposta  para a solicitação ao governo, que uma nova reunião de negociação seja agendada para a próxima quinta-feira (28), às 9 horas no Centro de Cultura de Portão.