terça-feira, 2 de setembro de 2014

Hoje no Plebiscito Popular


A ASPROLF – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município de Lauro de Freitas realizou hoje na AFPEB (Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia) uma assembleia para discussão e esclarecimento do Plebiscito Popular pela Constituinte, que na prática, trata da votação exclusiva para a Reforma Política do País, o que determina maior atenção e investimento do poder público para pastas como a saúde, educação e políticas públicas para as classes.
As discussões sobre o tema vêm acontecendo desde 2013, quando na época das mobilizações de jovens durante a Copa das Confederações no País, pediam melhoria para setores como  saúde, segurança, educação. No mês passado, entre os dias 20 e 22, um Encontro de Jovens da CNTE em Brasília trouxe à pauta o Plebiscito Público, entre outros assuntos.  Professores e militantes sindicais de Lauro de Freitas fizeram parte desse evento e foi a partir daí, que surgiu a proposta dessa ampla discussão com a categoria local, entre eles, representantes do movimento do Plebiscito Popular pela Constituinte e a coordenação executiva da ASPROLF.
Para o professor da rede municipal de Lauro de Freitas Washington, que esteve na capital federal, a Reforma Política ainda não avançou o suficiente por questões partidárias dentro do próprio Congresso Nacional, onde ao invés de representarem os interesses da população, os parlamentares fazem política a favor de grandes empresários.  Educadora e militante do Núcleo Negra Zeferina da Marcha das Mulheres, Poliana Reis, acrescentou que a aprovação do Plebiscito Popular significa melhores e iguais salários para trabalhadores, sem diferença de gênero, e maior investimento em  políticas públicas para mulheres.
A partir desse encontro terão urnas para votação no Plebiscito Público pela Constituinte em diferentes locais.  Uma urna será deixada na sede da ASPROLF, no centro de Lauro de Freitas, e outra itinerante, que vai percorrer as escolas e contar com palestras de esclarecimento para os alunos das instituições.
Mesmo não sendo uma assembleia para discutir diretamente assuntos ligados à categoria, o que demonstra não apenas o interesses dos trabalhadores de relevância nacional e de interesse público, mas principalmente a credibilidade da ASPROLF, junto a esses trabalhadores, sendo ela quem os convocou.

Outras discussões sobre o tema ainda vão acontecer, e as votações pelo Plebiscito seguem em todo o País, do dia 01 a 07 de setembro.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Assembleia geral extraordinária

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (ASPROLF) convoca os trabalhadores em educação para assembleia geral extraordinária com a finalidade de esclarecer e debater o PLEBISCITO POPULAR pela Constituinte, amanhã, 02/09, às 09h, na Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB).

O que é um Plebiscito Popular?  Um Plebiscito é uma consulta na qual os cidadãos e cidadãs votam para aprovar ou não uma questão. De acordo com as leis brasileiras somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito.  Apesar disso, desde o ano 2000, os Movimentos Sociais brasileiros começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversos, em que qualquer pessoa, independente do sexo, da idade ou da religião, pode trabalhar para que ele seja realizado, organizando grupos em seus bairros, escolas, universidades, igrejas, sindicatos, aonde quer que seja, para dialogar com a população sobre um determinado tema e coletar votos.  O Plebiscito Popular permite que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a seguir a vontade da maioria do povo.

ASPROLF
Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas

domingo, 31 de agosto de 2014

Os professores brasileiros estão entre os que passam o maior número de horas por semana ensinando.


Os professores brasileiros estão entre os que passam o maior número de horas por semana ensinando. São 25 horas semanais, seis horas a mais do que a média dos países pesquisados. Eles relatam investir 20% do tempo de aula na manutenção da ordem em sala.

 

As constatações aparecem nos resultados da Talis (Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem).
 

Realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e coordenado no Brasil pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), o estudo teve os seus resultados apresentados nesta quarta-feira (27) na França.

'Professores reclamam mais do medo que do salário', diz psiquiatra



À frente de sessões de terapia em grupo para professores da rede pública há mais de 25 anos, o psiquiatra Lenine da Costa Ribeiro diz que as agressões físicas e verbais vindas de alunos são os principais motivos de doenças psicológicas entre os educadores que recorrem ao divã.

Professora tenta suicídio duas vezes após agressões consecutivas de alunos


A violência contra professores foi destacada por internautas em consulta nas redes sociais

 

Dou aula de porta aberta por medo do que os alunos possam fazer. Não dá para ficar sozinha com eles", diz Liz*, professora de inglês de dois colégios públicos da periferia de São Paulo.

Em 15 anos de aulas tumultuadas e sucessivas agressões (de ameaças de morte a empurrões e tapas na frente da turma), a professora chegou a tentar suicídio duas vezes — primeiro por ingestão de álcool de cozinha, depois por overdose de remédios.

Professor baleado em estado grave expõe face trágica de violência em escolas


 
O suspeito de atirar contra Carlos Cristian é um aluno de 17 anos que não gostou de nota baixa

 

 

"Professora, preste atenção, que comigo não são cinco tiros, são seis".

 

A frase foi dita por um aluno à professora Mariana*, em uma escola estadual em Sergipe, e faz referência ao trágico caso de um professor baleado em Aracaju no dia 12 de agosto.

Carlos Cristian Gomes estava na escola em que leciona Biologia quando foi atingido por cinco tiros. Ele continua internado em estado grave, respirando com ajuda de aparelhos.

 

"A gente quer pensar que é brincadeira, mas nunca se sabe", conta Mariana. Por medo das consequências, a professora achou melhor não dar o nome do aluno à diretora da escola.

 

O suspeito de atirar contra Carlos Cristian é um aluno de 17 anos, que teria ficado revoltado com uma nota baixa. O caso foi destacado por leitores da BBC Brasil em páginas de Facebook, Google+ e Twitter como um símbolo da violência contra professores no País.

Brasil no topo do ranking de violência em escolas.


Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores do segundo ciclo e do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.
Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.
Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.
 
Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.
 
 

"A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.

Culpa por agressões não é só dos alunos, mas de docentes e de currículo defasado

O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.

O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.

Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.

A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.

A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.

Segundo Van Damme, "a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais".

Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.

No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em 2012, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.

A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 por mês, o triplo do que é pago no Brasil.

O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um "elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos".

"Em países asiáticos, os professores possuem um real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções", afirma.

A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas.

"Entre 2000 e 2011, o nível de investimentos em educação no Brasil, em termos de percentual do PIB, quase dobraram", afirma Van Damme.

Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.

 

 

Fonte: Ig