quarta-feira, 22 de junho de 2016

Professores da rede estadual não ganham reajuste ganharam promoção



Cerca de 22 mil professores da rede estadual ganham promoção na Bahia, explicando: não foi atualização no piso, coisa que não aconteceu, o que teve foi a promoção, esse mecanismo perverso exclui os aposentados, contratados e 31,75% dos efetivos "que não fez o curso", fazendo um quadro comparativo com Lauro de Freitas, tivemos 12% de atualização do piso, estamos sofrendo com os processos atrasados, que seria a promoção da categoria.
Veja o fato, de 22.853 professores da rede estadual de ensino que receberam a promoção de carreira, neste mês de junho. De acordo com o Governo da Bahia, esse número representa 68,25% dos efetivos. A categoria terá um ganho salarial equivalente a 7% do seu rendimento total - 1,75% deste percentual foi antecipado desde junho de 2015. A lista com os nomes dos professores beneficiados foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (22).
Se você é professor estadual e passou em todas as "certificações" ou fez o curso como nomeiam atualmente, você está conforme a tabela abaixo.

Explicação divulgada pelos professores do Estado da Bahia  






Segundo o governador Rui Costa, a educação é essencial para melhorar as condições de vida da população!

“Estamos fazendo um grande esforço para conceder esta promoção aos professores mediante um acréscimo nos seus salários. A valorização dos profissionais da Educação é fundamental para atingirmos esse objetivo, ao mesmo tempo em que viabilizamos aos professores as condições necessárias para o aperfeiçoamento profissional por meio de cursos de qualificação a distância”, falou Rui.

Terão direito os profissionais aprovados no segundo módulo do curso de Aperfeiçoamento em Tecnologias Educacionais, promovido pela Secretaria da Educação do Estado, em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb). O curso, realizado no ano passado, na modalidade Educação a Distância, é obrigatório para a promoção do magistério público dos Ensinos Fundamental e Médio do Estado da Bahia, é se o professor não participar do processo terá o seu salário “estagnado”, no plano de careira, o perverso, é que o professor ainda fica sem o reajuste...
O secretário da Educação do Estado da Bahia, Walter Pinheiro, afirmou que a partir dos cursos de Atualização em Práticas Pedagógicas e Aperfeiçoamento em Tecnologias Educacionais:

“Os professores e coordenadores pedagógicos aperfeiçoaram o vínculo entre a prática pedagógica e as tecnologias da informação e comunicação, contribuindo para o fortalecimento da qualidade da Educação Básica do Estado da Bahia".

Enfatizou o secretário.

“Esta é uma iniciativa muito eficiente, não apenas porque a promoção na carreira do magistério é parte da política de valorização dos docentes da rede estadual de ensino, mas também porque é fruto de uma parceria com a nossa Uneb. São parcerias como estas que vamos procurar ampliar, buscando sempre o envolvimento das universidades estaduais para a melhoria da educação pública”, disse Pinheiro.


Vejam o processo, a promoção na carreira referente à aprovação do primeiro módulo foi concedida em junho de 2015. As atividades do segundo módulo tiveram início em 20 de março de 2015 e compreenderam quatro etapas: Currículo e Avaliação: apropriação tecnológica, Inovação e Diversificação; Educação para a Diversidade e Inclusão; Memória, Investigação Científica e Produção Artística na Perspectiva da Prática Pedagógica Interdisciplinar e Produção Colaborativa e Compartilhamento de Material Didático-pedagógico com Uso de Conteúdos Digitais. É  o professor passa por isso!
















segunda-feira, 20 de junho de 2016

1º SIMPÓSIO - PALAVRAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM DIÁLOGO COM A EXPERIÊNCIA.


Inscrições abertas de 04/07 à 15/07 para os educadores de educação infantil, as inscrições serão feitas na sede do ASPROLF.    



O ASPROLF em busca de solução



Em visita à Prefeitura, os Coordenadores de Imprensa Cleber e de Política Sindical Garrido, estiveram reunidos com o Chefe de Gabinete Renildo para saber se a reunião com o prefeito estava marcada...infelizmente, não obtivemos o sucesso esperado.

Continuamos atentos e buscando solução para o problema que foi criado com a suspensão do pagamento de 50% do 13º salário, quebrando uma tradição, sem nenhum aviso prévio e colocando a categoria em situação desconfortável.   

sábado, 18 de junho de 2016

Relator propõe criação de contribuição negocial para financiar sindicatos, em tempo reaja, lute, não fique calado! Isso é um absurdo.



O deputado Bebeto (PSB-BA) apresentou nesta quarta-feira (15/6) o relatório final da Comissão Especial sobre Financiamento da Atividade Sindical, que propõe nova contribuição a ser paga pelo trabalhador (sindicalizado ou não): a contribuição negocial. O texto não chegou a ser discutido por causa do início da Ordem do Dia do Plenário da Câmara dos Deputados.

A contribuição negocial será cobrada mensalmente tanto de empregados quanto de empregadores, com exceção do mês de cobrança da contribuição sindical. O valor a ser arrecadado será fixado em assembleia de negociação salarial ou convenção coletiva e não poderá ultrapassar 1% da remuneração bruta anual do trabalhador.

“A contribuição tem de ser de sustentação do processo negocial por todos os beneficiários daquele resultado empreendido na negociação, quer seja pela representação econômica, quer seja pelos trabalhadores”, disse Bebeto.

Essa contribuição, destinada ao pagamento das despesas jurídicas, técnicas e administrativas das negociações coletivas, é cobrada atualmente por alguns sindicatos, mas há questionamentos na Justiça sobre sua validade e extensão. Segundo a proposta do relator, o recurso dos trabalhadores será compartilhado entre sindicato (80%), federação (5%), confederação (5%), central sindical (5%) e também será destinado ao conselho de autorregulação sindical (4,5%) e ao aparelhamento da inspeção do trabalho (0,5%).

Já as entidades patronais deverão destinar 85% ao sindicato, 5% para a federação, 5% para a confederação e os mesmos percentuais de trabalhadores para o conselho sindical e para inspeção e fiscalização. O texto prevê penalidades para o empregador que não repassar a contribuição negocial ou deixar de enviar a relação de trabalhadores com os valores recolhidos.

O presidente da comissão, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), defendeu a união das centrais sindicais para aprovar a proposta. “Se aprovarmos esse projeto, garantimos a vida do sindicalismo brasileiro por mais uns 100 anos.” O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que a proposta vem ao encontro de sua visão de estrutura sindical.

Contribuição sindical

Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-lei 5.452/43) prevê apenas um tipo de recolhimento compulsório a todos os trabalhadores: a contribuição sindical, descontada em folha no mês de março, correspondendo a um dia de salário. Além da contribuição sindical, a CLT estabelece como fonte de financiamento sindical as contribuições de associados, bens, doações e multas.

A mudança faz parte de uma sugestão no relatório de projeto de lei para alterar a CLT. O texto também prevê regras para disciplinar as relações de transparência, participação, democratização e autorregulação da atividade sindical.

Atualização da contribuição

Para ampliar a arrecadação sindical, o projeto propõe ainda outras alterações. A primeira é a previsão de uma atualização automática na contribuição sindical de acordo com a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em outubro de cada ano. Por esse índice, o valor de uma contribuição de R$ 100 subiria para R$ 110,75, com INPC de 10,75% para o período.

A segunda é a inclusão do empregado rural e do servidor público federal na obrigação de pagar um dia de trabalho como contribuição sindical. Há regra especial para o trabalhador rural autônomo, com contribuição de R$ 25, e agricultor familiar, com pagamento de R$ 50.

Além disso, a proposta diferencia a contribuição de profissionais liberais e autônomos. Para profissionais liberais, o relator prevê contribuição de R$ 217,20 por ano. Para os autônomos, como pintores e eletricistas, o valor anual será de R$ 88,92.

Já para as empresas, ou profissionais liberais e autônomos organizados em empresa, o texto aprovado fixa em R$ 213,42 a contribuição mínima anual. Acima desse valor, há uma tabela progressiva, calculada por meio de alíquotas variáveis em função do capital social registrado pela empresa.

Funciona mais ou menos como no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O contribuinte vai calcular o percentual a partir do seu capital social e somar a parcela a adicionar. Por exemplo, se a empresa tem capital social de R$ 50 mil, ela terá de pagar R$ 366,77 (capital social x 0,2% + R$ 266,77 de parcela a adicionar).

Pela última atualização da legislação vigente, o valor das contribuições para profissionais autônomos e liberais está congelado em R$ 5,70. Para empregadores, o mínimo é de R$ 11,40 e o máximo, de R$ 5.367,94.

Eleição

O texto amplia para todo trabalhador de uma determinada categoria a possibilidade de votar nas eleições de dirigente sindical. Atualmente, a CLT restringe o direito de voto aos trabalhadores sindicalizados há, pelo menos, seis meses e com dois anos de exercício profissional. Os sindicatos mantêm a prerrogativa de escolher os candidatos.

A CSP-Conlutas foi a única central que se posicionou contra a cobrança de imposto sindical dos servidores. “A Central defende que a cobrança do imposto sindical deve ser banida tanto no setor público quando no setor privado. Defendemos o financiamento feito voluntariamente pelos trabalhadores e o autofinanciamento das entidades sindicais. Somos contra o pagamento do imposto, pois este está sob a tutela do Estado e compromete a independência dos sindicatos frente aos governos e patrões”



sexta-feira, 17 de junho de 2016

Para não explicar, o motivo do não pagamento do decimo em junho.

A Câmara tem funções legislativas, exerce atribuições de fiscalização externa, financeira e orçamentária de controle e de assessoramento dos atos do Executivo é o local adequado para responder aos funcionários de Lauro de Freitas, o motivo do não pagamento da parcela do decimo terceiro agora em junho.








Reunião do pré-candidato a vereador Coca Branco
Vamos ao fato, na tarde de ontem 16/06, o Prefeito Marcio Araponga e base aliada, baixou o quórum na Câmara de Vereadores de Lauro de Freitas quando foram para a reunião do pré-candidato a vereador Coca Branco, consequentemente não teve sessão ordinária na Câmara de Vereadores, ficando sem explicações, o motivo de não pagar os 50% do décimo terceiro salário agora em junho, como tradicionalmente ocorre no município, deixando desapontado todos os presentes.








quinta-feira, 16 de junho de 2016

LUTAR NÃO É CRIME.




Após a manifestação que abriu o II Encontro Nacional de Educação (ENE) e contou com a participação do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef), alguns estudantes e trabalhadores foram detidos arbitrariamente pela Polícia Militar, dentre os quais o professor Reinaldo Martins (da base do Sinasefe IFBA).


O plantão da Direção Nacional (DN) e a Assessoria Jurídica do SINASEFE estão, neste momento, na 5° Delegacia de Polícia do Distrito Federal para prestar todo apoio jurídico e político necessário e obter a liberação dos detidos o mais rápido possível.

Estudantes discretos, que geralmente recebem pouca atenção, precisam ser envolvidos na aula

Você se lembra de refletir sobre aquele aluno que tem um desempenho escolar mediano, não causa problemas e costuma participar pouco das aulas? Esse perfil raramente é discutido nas reuniões pedagógicas. Preocupamo-nos com as dificuldades de aprendizagem daqueles com baixo rendimento ou com o comportamento dos indisciplinados, criamos desafios para os mais ativos, mas não dedicamos muito de nosso olhar aos discretos, que não levantam a mão para falar. Como será que esse grupo se relaciona com o saber? O que o mobiliza? 




Como podemos ajudá-lo a avançar?

Um conhecido me disse certa vez que se sentia invisível na escola. Ele era inteligente e curioso, mas, por ser tímido, não explicitava as dúvidas e inquietações em sala. Jamais era selecionado para ser representante de classe e as atividades que entregava nunca eram lidas coletivamente. Só foi percebido pela equipe docente quando a mãe faleceu. Aquele estudante desconhecido se transformou no "menino órfão" e o status lhe garantiu visibilidade. As produções passaram a ser elogiadas e expostas no mural, ele foi escolhido para hastear a bandeira e os professores solicitavam sua participação na aula. Nesse período delicado da vida, seu desempenho melhorou.
Quantos outros poderiam nos surpreender se tivessem uma chance de mostrar de que são capazes? A maioria das pessoas desabrocha quando é valorizada. O reconhecimento público é algo extremamente significativo e não deve ser negligenciado. Às vezes, para fazer alguém se envolver na aula, basta um comentário positivo ou a oportunidade para comunicar um saber sobre um interesse pessoal.
Há muitas maneiras de engajar os alunos imperceptíveis. Primeiro, é preciso identificá-los e investigar como se relacionam com o conhecimento. Isso pode ser feito com o levantamento dos centros de interesse deles e na análise das produções, da qualidade das participações na aula e das atitudes na sala, na quadra e nos intervalos. O passo seguinte é planejar intervenções que favoreçam a troca de ideias com os outros colegas. Finalmente, deve-se criar situações em que eles sejam protagonistas e coletivamente reconhecidos.

Deixar a invisibilidade social pode fazer toda a diferença para alguém que está construindo a identidade de estudante-cidadão. Além disso, nossa responsabilidade, como educadores, é com todos. Inclusive com aqueles que precisam ser descobertos.