segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O DOUTOR QUE ADOECEU A EDUCAÇÃO DE UMA CIDADE!!!!

Jorge Garrido

Tem doutor que cura doença
Doutor que cuida de doente
Em Lauro de Freitas
A coisa é meio diferente
O doutor é o prefeito
Vejam que loucura
Adoeceu a educação
Mas sabemos que tem cura
Vem através de luta persistente
Assim qualquer doença social é sanada
Dessa forma vamos tratar quem ficou “doente”
Luta, luta e luta com força e união
Eis a receita para combater, curar

Com eficiência e objetividade a educação

Corte seletivo



POR MÍRIAM LEITÃO

Em época de penúria dos cofres públicos é que faz mais sentido se perguntar qual é o custo de cada decisão e para onde vai o dinheiro coletivo. Esta é a hora, portanto. Há muito imposto que sai dos nossos bolsos para benefícios que não fazem sentido. Uma cervejaria inscrita na dívida ativa do Rio ganha R$ 687,8 milhões, e o governo do Rio corta na merenda escolar. Faz sentido?

Quando há abundância de recursos, as pessoas às vezes nem se dão conta de certos absurdos. Quando o cinto aperta, talvez seja uma oportunidade de fazer perguntas simples: para onde vai o nosso dinheiro? Nós concordamos com a destinação?

A presidente Dilma disse que para “reequilibrar o Brasil é preciso aumentar impostos”. Discordo novamente da chefe de governo. Primeiro seria preciso saber se gastamos bem o dinheiro já recolhido dos cidadãos, que neste momento estão com vários apertos, alguns provocados, como define Élio Gáspari, pela “doutora”. A inflação subiu por erros na condução da política de preços públicos. Ao subir, comeu parte do Orçamento. A recessão está dizimando empregos e o país tem hoje nove milhões de desempregados, apesar de, na campanha, ela ter se vangloriado de o país estar perto do “pleno emprego”.

Há formas de cortar gastos que são regressivas, atingem mais os mais pobres. Mas há despesas que podem ser eliminadas ou reduzidas e, desta forma, melhorar a qualidade do Orçamento. Por que o Brasil precisa destinar R$ 1,2 bilhão ao ano para subsídio ao carvão mineral? É um exemplo. Há vários deles, em qualquer nível da administração.

Os repórteres Chico Otávio e Luiz Gustavo Schmitt revelaram que, no Rio, o grupo Petrópolis, que faz a cerveja Itaipava, apesar de estar na Dívida Ativa, foi beneficiada em novembro passado por um decreto do governador Luiz Fernando Pezão. Em novembro, quem não soubesse da crise fiscal do país era um morador de Marte. O decreto incluiu a cervejaria no Rio Invest. Com isso, a empresa ganhou incentivos fiscais no valor de R$ 687,7 milhões ao longo de 10 anos. A mesma empresa é objeto de ações fiscais no valor de R$ 1 bilhão. É um exemplo, apenas, mas em um estado que está atrasando salário, que corta na merenda de crianças, em que hospitais entram em colapso, que sentido faz dar este ou outros incentivos fiscais aos empresários e especialmente a uma empresa que deve impostos? É distribuição de renda no sentido inverso do que deveria ser. Um Robin Hood às avessas.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, deu ao jornal “Valor Econômico” a informação sobre o custo do pleito do Movimento Passe Livre. Custa R$ 8 bilhões por ano o transporte público de graça na cidade. Seria como, disse o prefeito, se a prefeitura pegasse toda a arrecadação do IPTU para subsidiar o transporte de todos, os que podem pagar e os que têm dificuldade. Hoje, São Paulo já gasta R$ 2 bilhões subsidiando o passe livre dos estudantes e das pessoas com mais de R$ 60 anos. Faz sentido um subsídio pelo critério da idade? E os moradores de São Paulo querem gastar R$ 8 bilhões para atender à reivindicação dos manifestantes?

Talvez fizesse mais sentido haver subsídio para os mais pobres e cobrança de uma regulação eficiente sobre os concessionários de serviços públicos. Como é tolerável no Rio que as empresas ponham para rodar ônibus sem ar-refrigerado nesta sauna em que se torna a cidade no verão? Ter ônibus refrigerados é questão de saúde pública.

A presidente Dilma sancionou um aumento de 163% no dinheiro que vai para o Fundo Partidário, aceitando o argumento de que sem isso não haveria campanha municipal, já que há restrição ao financiamento das empresas. Faz sentido isso? Este momento de recursos mais magros deveria ser visto como uma oportunidade para campanhas menos cenográficas, em que não se pagasse fortunas para marqueteiros construírem imagens falsas dos candidatos. O Brasil precisa de relação mais direta e sincera entre o candidato e os eleitores. E isso seria mais barato.


Há inúmeras perguntas que deveríamos nos fazer neste momento de vacas magras. Os exorbitantes subsídios ao capital no Brasil, através do BNDES, precisam cair para se ter uma sociedade mais justa e um capitalismo mais eficiente. Se nada for mudado, teremos sempre custos públicos e benefícios privados.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Agenda da GREVE

Na assembleia geral extraordinária que aprovou e ratificou a greve para o dia 12 de fevereiro, foram também aprovadas as seguintes propostas abaixo:

1. Comissão Jurídica, que analisará a situação da educação de Lauro de Freitas em todos os seus aspectos e juntos com os advogados da ASPROLF elaborará documento para impetrar no Ministério Público local, estadual e federal;

2. Foi formado o Comando de Greve;

3. Dia 11/02 (quinta-feira): na jornada interna, todos os trabalhadores devem ir para as escolas a fim de esclarecer os motivos da greve que se iniciará no dia seguinte (12/02);

4. Dia 12/02 (sexta-feira): início da greve, com assembleia geral extraordinária em dois turnos, com manifestações:

Pela manhã: às 09h, na Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB);

À tarde, às 14h, em frente ao Ginásio de Esporte.

5. Dia 15/02 (segunda-feira): primeiro dia de aula nas escolas: os professores devem dar aula cidadã para explicar aos alunos os motivos da greve;

6. Foi também aprovada a proposta de aulão nas regiões de Lauro de Freitas.

Fecha, fecha tudo...
Jorge Garrido


É um tal de fecha turno
É um tal de fecha escola
São governos do descaso
Desculpa nenhuma cola
Gera o fenômeno do excedente
Uma espécie de desempregado
Que continua no seu emprego
Só que bastante humilhado
Política pública Ruim e recorrente 
De economizar sucateando a escola
De gerar mais e mais excedente

Política pública RUIm e inconsequente
De dar as COSTAs para a escola pública
Sem ligar a mínima pra nossa gente

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ASSEMBLEIA LOTADA DEFLAGRA GREVE A PARTIR DO DIA 12 DE FEVEREIRO



Na assembleia dessa quarta-feira, dia 03 de fevereiro, a categoria de trabalhadores (as) em educação do município de Lauro de Freitas, decidiu que entrará em greve a partir do próximo dia 12.

A assembleia foi muito concorrida, havendo muito debate, com a presença de alguns visitantes, representante da CNTE e Coordenador Geral da APLB Professor Rui Oliveira, e o advogado do ASPROLF Dr. Adelmo Itaparica, que contribuíram fazendo esclarecimentos e dialogando com a categoria.

A proposta de greve passou facilmente, havendo 5 votos contra e 5 colegas que optaram pela abstenção.


Também ficou decidido levar um ofício a SEMED para estabelecer um contato oficial com o atual secretário, atendendo aos desígnios da categoria reunida em assembleia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

UMA LIGAÇÃO ESCLARECEDORA



Um estudante liga para sua professora e tem uma verdadeira aula pelo telefone...confiram...


 Alô pró, O ASPROLF em   greve de novo?
Oi, pois é, não é nosso desejo, mas existe a necessidade.
Por que isso?
A falta de respeito é o principal ponto que nos mobiliza.

Os estudantes serão mais uma vez prejudicados?
Infelizmente, essa realidade nos é imposta pela atual gestão.

Quem pode ser responsabilizado?

A responsabilidade é completamente do atual gestor do município.Apoiado pela Câmara Municipal de Vereadores.

O que pode ser feito para evitar esse absurdo?
Começar a respeitar o trabalhador em educação e consequentemente estará respeitando a população, caso contrário, a população irá sempre perder...ao prefeito cabe mudar de postura, respeito com a população passa pelo respeito com os trabalhadores em educação.

Mas afinal que desrespeito está ocorrendo?
Houve atraso nos salários desde outubro, um terço de férias pago somente no final das férias, o prefeito passou por cima da lei de eleição para gestores de escolas municipais, fechamento de turnos de algumas escolas, não cumprimento do calendário de pagamentos, falta de pessoal nas escolas, sucateamento das escolas, não pagamento de processos, férias vencidas, rescisões não pagas, processos parados...

Então, a coisa tá feia!

Pois é, muito feia...

Entendi os motivos da greve, falarei com o pessoal daqui de casa para apoiar a luta de vocês...

Nossa categoria agradece sua compreensão ...e aguardamos a participação de pais e estudantes na nossa luta por uma educação pública melhor para nossa cidade.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

REORGANIZAÇÃO OU MERO ENXUGAMENTO ?!





Entrando na onda de outras redes(São Paulo, Bahia) a prefeitura de Lauro de Freitas, sempre ávida em acompanhar as políticas que massacrem os trabalhadores e trabalhadoras, acompanha essa política de reorganização, chamada de reordenamento e que representa de fato um enxugamento da máquina pública, através do fechamento de turmas, que trará como consequência redução de custos e motivo para não realizar concurso público.

Como eles estão pensando a educação? Reduz número de turmas, aumenta quantidade de estudantes por salas, mantém o número de profissionais de educação, aumenta a exploração sobre esses profissionais, diminui a qualidade da educação pública, piora o quadro e culpa a greve.

Como nós pensamos? Reorganizar algo, primeiro precisaria estar organizado, redução de turmas não é solução e sim criar problemas (professores e professoras excedentes), aumento de estudantes por sala não atende a expectativa de educação com qualidade, concurso público continua necessário para não haver exploração dos profissionais de educação, diminuir gastos da prefeitura passa por cortar despesas supérfluas, educação é investimento necessário.

Essa maneira de governar não atende aos interesses da sociedade, investir de fato em educação atende aos interesses da sociedade no presente, pois garante um futuro com uma qualidade de vida que o povo laurofreitense merece.


Não se enxuga os gastos cortando investimentos fundamentais para a sociedade, mas deixando de gastar exageradamente em eventos que marcam bem a intenção de fazer uma política do pão e circo dessa gestão.