quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Informe Asprolf

Saiba tudo sobre as férias do servidor público estadual
Por Augusto Dourado*
Direito às férias

O servidor terá direito a férias após cada período de 12 meses de efetivo exercício, fixando-se a duração destas em função do número de faltas registradas no correspondente período de aquisição do direito, observando-se a seguinte proporção:
a) 30 dias corridos, quando não houver tido mais de cinco faltas;
b) 24 dias corridos, quando houver tido de 6 a 14 faltas;
c) 18 dias corridos, quando houver tido de 15 a 23 faltas; e
d) 12 dias corridos, quando houver tido de 24 a 32 faltas.

Limite de faltas

Na contagem de faltas para determinação do período de duração das férias, serão incluídas as faltas abonadas que excederem os limites de 3 por mês e 12 por ano (Decreto nº 3.634/94).
Observação: o servidor que no período aquisitivo houver registrado mais de 32 faltas perderá o direito às férias relativas àquele período.

Parcelamento das férias

O Estatuto do Servidor Público estabelece que as férias poderão ser parceladas em até três etapas, desde que sejam assim requeridas pelo servidor, e sempre no interesse da administração pública, hipótese em que o pagamento dos acréscimos pecuniários será efetuado quando do afastamento do servidor para o gozo do primeiro período.

Contagem do período de aquisição

O período de aquisição de férias será contado da data de investidura, a partir do regular exercício do cargo ou função.
Afastamentos legais que não configuram tempo de efetivo exercício e o período aquisitivo de férias: nesse caso, o período aquisitivo será contado da data do retorno do servidor à atividade.

Período de gozo

As férias serão gozadas dentro dos 12 meses subsequentes àquele em que foi completado o período aquisitivo de referência.

Possibilidade de interrupção das férias

Concedidas as férias, estas não poderão ser interrompidas, salvo por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral e, ainda, por motivo de superior interesse público. Neste último caso, mediante ato fundamentado, de publicação obrigatória no Diário Oficial do Estado, devendo o servidor ser notificado individual e pessoalmente, firmando o aviso de recebimento.
Observações:
  • No caso de interrupção das férias, o servidor terá o direito de gozar os dias restantes logo que seja dispensado da obrigação.
  • Não se considera interrompidas as férias por motivo de casamento ou falecimento, porém, se parte do período de ausência legal coincidir com os últimos dias de férias, o servidor terá direito ao afastamento, apenas, pelo número de dias bastante para completar o período de duração estabelecido na lei estatutária.
Concessão das férias

As férias serão gozadas de acordo com a escala anualmente organizada por cada unidade administrativa competente.

Remuneração no período de férias

O servidor perceberá a remuneração normal acrescida de 1/3, a título de adicional de férias.
O adicional de férias deverá ser pago no mês imediatamente anterior ao do início das férias.

Adiantamento da gratificação natalina (13º Salário)

Solicitar o adiantamento para o período de férias é uma opção do servidor, desde que requeira e protocole o seu pedido com a antecedência mínima de 30 dias da data indicada para início das férias.
Valor do adiantamento: o adiantamento corresponderá a 50% de remuneração pelo servidor no mês de gozo das férias, excluindo-se as parcelas relativas a indenização, auxílio pecuniário, auxílio-natalidade e salário-família.
*Augusto Dourado - Servidor público estadual, especialista em RH

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Momento de reflexão


Erros e Acertos

“Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar”. Clarice Lispector.
balanca
A maturidade, quando adequadamente assimilada, nos transforma em pessoas mais tranquilas e pacientes, mais sábias. Dentre tantas coisas importantes, creio que uma das mais fortes é a consciência e aceitação dos próprios erros.
Errei sim, quem não erra? Errar faz parte da vida, da nossa falível condição humana. Não podemos ter medo de errar. Só não erra quem não experimenta, quem não tenta, quem não sente, quem não usa todos os sentidos. Entre erros e acertos, resolvi viver.
Só não podemos lavar as mãos e persistir nos erros pela vida afora. Perdoar e pedir perdão, e transformar os erros cometidos em aprendizado é uma atitude libertadora, que se torna nobre quando passamos este aprendizado adiante para o desenvolvimento pessoal e profissional de outras pessoas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Plano Único de Carreira dos Profissionais da Educação

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (Asprolf) protocolou mais ofícios junto ao Poder Executivo confirmando o dia oficial para as negociações da Comissão do Plano Único de Carreia e Remuneração dos Profissionais da Educação Escolar Básica, além de protocolar na secretaria da fazenda o mesmo ofício que protocolou na secretaria de Administração sobre o pagamento do 1/3 de férias.

Está confirmada, com início na segunda semana de janeiro de 2012 (às quintas-feiras), a reunião da Comissão do Plano Único de Carreira. Logo depois, está também marcada reunião para a Comissão da Redução da Carga Horária do Magistério.

Quanto ao 1/3 de férias, foi protocolado mais um ofício, só que desta vez na secretaria da fazenda, endereçado ao secretário Roque Fagundes.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ofício sobre 1/3 de férias

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Asprolf), antes do Natal, protocolou ofício na Secretraria de Administração solicitando que o 1/3 de férias seja pago no prazo estabelecido legalmente.

Nos dois últimos anos (2009/2010), a prefeitura atrasou o pagamento do 1/3 de férias que, segundo a legislação, deve ser pago dois dias antes da concessão do gozo. Entretanto, o pagamento, nos referidos anos, só foi efetuado um mês depois. Diante da reincidência, a Asprolf mais uma vez envia ofício cobrando que seja pago o benefício no tempo determinado por Lei.

O coordenador geral da entidade da categoria, Valdir Silva, em conversa com a secretária de Administração, Inglid Leia, foi informado que o cálculo das férias dos servidores efetivos já está pronto. Segundo Leila, a prefeitura está se esforçando para pagar o 1/3 em tempo, mas que previsão mesmo somente após saber do secretaria da fazenda e da senhora prefeita. Mesmo não tendo certeza, ela arriscou uma previsão: "Entre 10 a 15 de janeiro, previu Leila.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Asprolf protocola ofício no gabinete da prefeita

Nos dias 20 e 21 de dezembro, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Asprolf) protocolou ofícios junto ao Poder Executivo solicitando providências a respeito das comissões de redução de carga horária e plano único de carreira dos profissionais da educação escolar, além do pagamento do 1/3 de férias no prazo estabelecido, de acordo com a legislação.

Os documentos foram enviados ao Gabinete da Prefeita e às Secretarias de Educação e de Administração. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CNTE aumenta pressão para a defesa do piso


Começa a dar resultado a mobilização promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação para reverter a decisão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, que fixou o INPC/IBGE como único fator de atualização do piso nacional do magistério. Em reunião do Conselho Nacional de Entidades ocorrida hoje (16), o presidente da entidade, Roberto Leão, informou que a CNTE conseguiu iniciar a negociação com o governo.

Segundo Leão, o apoio da deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN) foi fundamental no processo. "A Fátima foi solidária conosco, articulou um requerimento de recurso contra a decisão da CFT e obteve as assinaturas. Nesse meio tempo nós começamos a negociar com o governo, com a perspectiva de reverter a questão", explicou.

A votação da matéria deve ocorrer somente em fevereiro. Mas a previsão é que no final de janeiro a CNTE consiga a instalação da mesa de negociação proposta pelo então Presidente Lula durante a Conae, ainda em abril de 2010, para resolver as diversas pendências do texto da lei.

O presidente da CNTE confirmou que haverá greve nacional de três dias, de 14 a 16 de março, pelo cumprimento da lei do piso. A CNTE e seus filiados decidiram se valer dessa medida após avaliar a repercussão das 16 paralisações ocorridas esse ano. Segundo Leão, foram os movimentos mais reprimidos e criminalizados nos últimos anos, apesar das greves reivindicarem um direito garantido em lei. "Vamos unificar em três dias o enfrentamento das políticas contrárias a implementação do piso. Fevereiro vai ser o mês da mobilização, preparação e conversa com a categoria", afirmou. (CNTE)





CNE aprova pedido de filiação da Asprolf à CNTE

Na última sexta-feira, 16/12, por unanimidade, o Conselho Nacional de Entidades deferiu o pedido de filiação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (Asprolf) à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

O ato de filiação ocorreu nos dois dias (15 e 16/12) do Seminário sobre a Aplicação das Leis 10.639 e 11.645, na sede da CNTE, em Brasília. Representaram a Asprolf os coordenadores Carlos José dos Santos e Luciano Alves Soares, que falaram sobre a importância da unidade da luta em defesa da educação pública de qualidade e de melhores salários e condições de trabalho para os profissionais da educação escolar.

A entrega do kit da CNTE foi feita pela secretária de assuntos municipais, Selene Michelin.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

13.º salário foi depositado ontem

Os servidores da Administração Direta da prefeitura municipal de Lauro de Freitas tiveram a segunda parcela do 13.º salário paga à meia noite de ontem, 13. O dinheiro já está nas contas-corrente dos serventuários.

A Gratificação Natalina, popularmente conhecida como décimo terceiro salário (13o salário), é uma gratificação instituída em alguns países, a ser paga ao empregado/servidor pela entidade patronal. O seu valor, embora variável, é geralmente aproximado ao de um salário mensal, podendo ser paga em uma ou mais prestações, de acordo com a legislação laboral de cada país.

No Brasil, a gratificação natalina foi instituída pela Lei Federal nº 4.090, de 13/07/1962, regulamentada pelo Decreto nº 57.155, de 03/11/1965 e alterações posteriores. No Poder Executivo do Estado da Bahia, a gratificação natalina (13º salário) é disciplinada pelo Estatuto do Servidor Público, Lei nº 6.677/94. Deve ser paga ao empregado em duas parcelas até o final do ano, no valor corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração para cada mês trabalhado.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nota pública pela efetiva valorização dos profissionais do magistério

A CNTE divulgou hoje uma nota pública na qual solicita à Câmara dos Deputados e à Presidência da República o compromisso de valorização do magistério expresso na meta 17 do substitutivo do relator ao PL 8.035 (PNE), Ângelo Vanhoni; a instalação da mesa nacional de negociação permanente para a superação dos limites e o cumprimento da Lei 11.738, e o investimento de 10% do PIB brasileiro na educação pública. Leia a íntegra da nota.

Nota Pública
Pela efetiva valorização dos profissionais do magistério

Recente decisão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados expôs grave contradição quanto aos objetivos da política de valorização do magistério público da educação básica. Em razão disso e CONSIDERANDO:

1. Que a valorização dos profissionais da educação, em especial do magistério, é um imperativo constitucional (art. 206, CF e art. 60, ADCT/CF);

2. Que o projeto de lei do novo Plano Nacional de Educação (PL 8.035/10), enviado pelo Executivo Federal à Câmara dos Deputados, após longo processo de consulta à sociedade e de negociação com os governos estaduais e municipais, indica a necessidade de equiparar a remuneração média do magistério público à de outros profissionais de igual titulação – sendo a defasagem, atualmente, superar a 40%;

3. Que a política do piso salarial profissional nacional do magistério, regulamentada pela Lei 11.738, constitui iniciativa fundamental para a reversão do cenário de desvalorização da categoria, juntamente com a organização das carreiras funcionais, favorecendo a permanência dos atuais profissionais e a atração da juventude para a profissão;

4. Que o substitutivo do Senado Federal sobre o projeto de reajuste do piso do magistério (PL 3.776/08), elaborado à luz das contribuições do Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed, da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação – Undime e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, sob a coordenação do Ministério da Educação e da Liderança do Governo, no Senado, além de ter sido aprovado unanimemente naquela Casa, recebeu votos favoráveis em outras três comissões da Câmara Federal antes de ser rejeitado pelos parlamentares de uma única Comissão (CFT);

5. Que o piso do magistério mantém relação direta com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb e com os demais recursos vinculados à educação (art. 212, CF), devendo o financiamento manter-se vinculado a esta política pública;

REQUEREM

1. Da Câmara dos Deputados, o compromisso de valorização do magistério expresso na meta 17 do substitutivo do relator ao PL 8.035 (PNE), Ângelo Vanhoni, para o qual é essencial uma política de ganho real do piso salarial nacional da categoria.

2. Da Presidência da República, a instalação institucional da mesa nacional de negociação permanente como método indispensável para a superação dos limites e o cumprimento da Lei 11.738, tal como fora proposto pelo ex-presidente Lula, expressamente no ato de encerramento da CONAE 2010, e também pelo atual governo na condição de coordenador de políticas públicas atinentes ao Pacto Federativo.

3. Por fim, reiteramos a necessidade da aplicação de 10% do PIB brasileiro na educação pública, para que possamos efetivar a construção de uma educação de qualidade socialmente referenciada, que atenda as demandas educacionais com equidade conforme deliberação da Conferência Nacional de Educação (CONAE).
Brasília, 12 de dezembro de 2011

Greve dos profissionais em Educação de Valença (RJ) dura mais de uma semana

Educação

08/12/2011

Os profissionais das escolas municipais de Valença estão em greve há mais de uma semana. O motivo da deflagração da greve foi de o prefeito de Valença não atendem as reivindicações da categoria. As distorções salariais e o baixo piso da educação revoltam os profissionais em Educação. Outro fato que levou à greve foi o rombo no fundo Municipal de Previdência, no valor de cerca de R$ 3 milhões e que ameaça as aposentadorias e pensões dos servidores municipais.

A força da mobilização da categoria está prestes a conquistar uma vitória histórica.Ou seja, o aumento que a categoria teve na data base em 1º de maio deste ano e agora em dezembro. A greve ainda continua e nesta sexta-feira haverá uma assembléia as 17 horas no Pavilhão Leoni no Adro da Catedral.

Veja a carta à população elaborada pelos profissionais da rede municipal de Valença:

ALERTA À POPULAÇÃO DE VALENÇA:

PREFEITO VICENTE GUEDES

ATACA A EDUCAÇÃO!

Valença, RJ, Novembro de 2011

Nós, profissionais da educação de Valença (professores, inspetores, merendeiras, secretárias, monitores de creche, orientadores, coordenadores, vigias), estamos unidos pela Educação Pública de qualidade para os filhos e filhas da cidade. E para isso, é necessário que toda população valenciana saiba que o descaso e a arbitrariedade não vão ser por nós tolerados. Na quarta feira (30/11) demos um passo importante nesta direção. A nossa categoria caminhou até as portas da PMV com o firme propósito de ser recebida pelo prefeito e dizer com todas as letras: FIM DO AUTORITARISMO e


EQUIPARAÇÃO JÁ!

Neste dia, formalizamos ao prefeito de Valença, olho no olho, que é inadmissível um professor da PMV com 20 anos de casa e formação superior receber um piso salarial de R$922.00 e um atendente com o ensino fundamental completo receber um piso salarial de R$ 1.170.00. E é exatamente por isso que a greve da educação eclodiu. Dissemos ainda que caso este impasse não seja resolvido, toda a responsabilidade do fechamento do ano letivo de 2011 e a abertura do ano letivo de 2012, deixa de ser da categoria e passa a ser única e exclusiva do prefeito Vicente Guedes.
Esta afirmativa não é um blefe. Os (as) educadores (as) não se submeterão a condição de párias da sociedade valenciana. Porém, para que possamos lograr êxito, temos que aumentar a nossa união.
Hoje, com os informes das escolas e creches, o quadro é que a maioria, a massa do conjunto dos profissionais da educação, aderiu ao movimento.
Outro absurdo da nossa cidade é o ROMBO DECLARADO do Fundo Municipal de Previdência. Com a apropriação indébita do recurso dos trabalhadores beirando os R$ 3.000.000.00. Com isso, as aposentadorias e pensões do funcionalismo municipal correm risco de virar pó, se o Fundo não for gerido com transparência e integridade.
Por fim, denunciamos o conluio entre alguns vereadores e a Secretaria Municipal de Educação, no intuito de sufocar a democracia nas escolas. Usando do desconhecimento pedagógico e um pouquinho de má fé, algumas figuras nefastas da nossa política estão tentando transformar as escolas em verdadeiros currais de emprego para seus cabos eleitorais e firmas fraudulentas. Para isso, alteram as regras das eleições diretas para diretores de escola, decepando o direito da comunidade escolar (pais, alunos e educadores) escolher quem vai gerir o espaço vivo que é a Escola.
Convocamos a população valenciana a unir-se aos profissionais de educação na defesa da Escola Pública. Não vamos deixar que a Educação compactue com este estado nojento de coisas que esta aí.
Junte-se a nós, ano que vem tem eleições e as obras de maquiagem eleitoral já começaram. Não temos obrigação de gostar de quem finge nos amar. A hora é essa e a resistência esta nas ruas.

Fonte: Sepe-RJ

sábado, 10 de dezembro de 2011

2012: aulas podem não começar em Lauro de Freitas

Quase 90 escolas municipais e 30 mil alunos ficarão sem aulas no início do ano letivo de 2012 se a prefeitura de Lauro de Freitas não devolver o Termo de Acordo (TAC), com a assinatura da prefeita, e não respeitá-lo.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (Asprolf), essa decisão foi tomada no XI Congresso que aconteceu no início de novembro. Os profissionais da educação escolar decidiram que se o governo não devolver o termo de acordo com a assinatura da prefeita e não cumprir com os acordos feitos não iniciarão o ano letivo de 2012. Itens importantes do TAC estão prejudicados e sem perspectivas de implementação. Um diz respeito a elaboração do plano único de carreira dos profissionais da educação, o outro refere-se à redução da carga horária de trabalho dos professores, prevista na Lei 11.738/2008 (Lei do Piso). Outro item importantíssimo, que também está parado e foi motivo de paralisações em fevereiro deste ano, é o de manutenção e reformas das escolas municipais.

A Asprolf garante que se não houver compromisso e respeito deste governo para com os profissionais da educação (com o retorno das negociações) o início do ano letivo de 2012 estará prejudicado, isto é, não haverá aula nas quase 90 escolas municipais.

Relator do PNE altera conceito de investimento e favorece o ensino privado


Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 07/12/2011


A Campanha Nacional pelo Direito à Educação fez os cálculos e comprovou  que o relatório apresentado esta semana pelo deputado Ângelo Vanhoni  (PT/PR) ao Plano Nacional de Educação (PL 8035/10) prevê um investimento em torno de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação pública e não os 8%, como o afirmado no relatório.

“Além do volume  equivalente a 8% do PIB ser insuficiente, o Substitutivo usou o conceito de ‘investimento público total’, que inclui as transferências do poder  público para o setor privado educacional, deixando de usar o conceito de ‘investimento público direto’. Essa manobra contábil significa, na  prática, menos recursos para a educação pública”, afirma o coordenador  da Campanha, Daniel Cara.

“Nesse ponto, o relatório do deputado  Angelo Vanhoni é um retrocesso. Considerando o Pronatec e a expansão do  Fies e de outros programas, estima-se que, atualmente, o investimento  público total em educação esteja próximo de 6% do PIB, sendo 5% em  investimento direto e 1% em transferências. Assim, os 8% do PIB  defendidos pelo deputado Vanhoni serão, na prática, cerca de 7% do PIB  de investimento de recursos públicos para a educação pública”, denuncia.
Ele explica que a proposta inicial do governo previa 7% do PIB em investimentos diretos em educação.

Para Daniel Cara, mais do que uma manobra contábil, a mudança na  nomenclatura pode significar, no futuro, menos recursos para a educação  pública. “Com o aumento das parcerias público privadas, a tendência é  que aumentem as transferências de recursos para o setor educacional  privado. Ou seja, no global o governo pode até investir mais, porém, o  orçamento da educação pública estará enfraquecido, inclusive do ensino  superior”, prevê.

Nesta quarta-feira (7), várias entidades  ligadas à educação reuniram-se com o deputado Ângelo Vanhoni. Na  conversa, ele aceitou incorporar novas emendas ao relatório, mas afirmou que não conversaria com as entidades sobre a meta do financiamento.

Para o ANDES-SN, os dados e análises produzidos pela Campanha materializam  as avaliações do Sindicato de que o compromisso do atual governo com a  escola pública é uma falácia. “Esse descompromisso fica evidenciado na  partição do orçamento de 2010, quando gasta 44,5% com pagamento de juros e amortizações da dívida e cerca de 5% com educação, ou quando aponta  para 2020 um índice de investimento que já tinha sido proposto pelo  movimento social para 2010, que foi vetado por FHC e não derrubado por  Lula”, avalia a 1ª vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul e  integrante do GT de Políticas Educacionais do ANDES-SN, Laura Fonseca. 

“Agora, repetir o índice de 7% até 2020 e ainda com a manobra de investimento  publico total, ou seja, destinando recursos também para o setor privado, é profundamente desrespeitoso com os quase 25% da população de 15 anos  ou mais que se encontra em situação de analfabetismo ou de precária  escolaridade”, contesta Laura Fonseca.
Diante dessa tentativa de  manipulação dos conceitos, o ANDES-SN conclama os setores da sociedade  comprometidos com a qualidade da escola pública a cerrarem fileiras na  luta estratégica do plebiscito pelos 10% do PIB para a educação pública, já!

Pode-se ver que a centralidade da luta por mais investimento, vide UNE/ANEL, em nada altera o caráter neoliberal e privatizante da política educacional do governo: pelo contrário, encaixa-se perfeitamente nos interesses dos grandes empresários do setor.

ABAIXO PNE NEOLIBERAL!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CIRCULAR DA CSP- CONLUTAS NACIONAL - 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ


O PLEBISCITO ENTRA NA RETA FINAL
Estamos nos últimos encaminhamentos do PLEBISCITO DOS 10% JÁ.
Cada Comitê Regional ou Estadual deve providenciar o recolhimento das urnas e proceder a apuração e totalização dos votos. Esta finalização deve estar concluída até o dia 15 de dezembro. e os resultados enviados para endereço do blog da campanha com cópia para a Coordenação da CSP-Conlutas( e-mails abaixo)
O Comitê Nacional, atendendo aos pedidos de algumas entidades, autorizou a coleta de votos, mesmo depois do dia 06 de dezembro, desde que a totalização dos votos esteja concluída dentro do prazo estipulado..
No dia  17 de dezembro haverá a  reunião do Comitê Nacional e este necessita de todos os números apurados nos estados. Por isso, é fundamental que os dados cheguem com antecedência.
 Os Comitês devem marcar reuniões para avaliação e encaminhar as atas e listas de votação para o Comitê Nacional (Sede do Andes em Brasília – Quadra Sul -setor dois) ou para a sede da CSP-CONLUTAS ( Rua Boa Vista 76, 11° andar - Centro - São Paulo-SP CEP 01014-000).
INFORMAR À CSP-CONLUTAS OS NÚMEROS APURADOS
Informar o número de votos coletados à centralização da campanha da CSP-CONLUTAS NACIONAL( dezporcentoja@cspconlutas.org.br ou conce85@yahoo.com.br).

Saudações,

Comitê Nacional da  Campanha dos 10% do PIB para a Educação já!

Carta da Caixa sobre Ação de Correspondentes Bancários desautorizados


À ASPROLF

Prezados,

Fazendo valer a já conhecida ação deste sindicato em defesa dos interesses dos seus associados, seguem alguns esclarecimentos sobre a atuação de Correspondentes Bancários (CB Caixa) junto aos servidores do município de Lauro de Freitas:

- O CB Caixa é um instrumento utilizado para conferir maior comodidade ao cliente, na medida em que permite que o mesmo realize negócios com a CAIXA sem a necessidade de apresentar-se em uma agência bancária, ampliando assim o raio de atuação junto à sociedade;

- Entre os negócios mais realizados estão a contratação de Financiamentos Habitacionais e operações de Crédito Consignado;

-  No município de Lauro de Freitas, após reunião realizado junto a Secretaria de ADM da PMLF, foram acordadas diversas ações para disciplinar e regular a atuação de CB Caixa junto aos servidores, conferindo maior segurança aos mesmos;

- Uma das principais ações adotadas, foi a limitação de 04 empresas autorizadas a atuar, que foram avalizadas por esta agência, segundo criteriosos requisitos como por exemplo, experiência de atuação, respeito e qualidade no atendimento, etc... Apenas estas empresas, após terem sido informadas via ofício à Secretaria de ADM, estão autorizadas a atuar junto ao servidor, para contratação de crédito consignado.

- Abaixo segue relação destas empresas:

BR Promotora de vendas Ltda
  • Relder, Juliana e Sandra – 71 88957191

Ceres Diomyra Barbosa Moraes
  • Ceres, Márcia e Douglas – 71 87934699

Monique Bitencourt Rocha
  • Monique – 71 33782581

Valor Promotora de Vendas
  • Cissa e Lídia - 91562236


- Entretanto, recebemos informações da existência de pessoas desautorizadas a atuar abordando servidores municipais para a contratação de operações em agências que não as do município de Lauro de Freitas, em especial, na cidade de Camaçari. Segundo estas informações, esta abordagem esta se concentrando nas escolas municipais;

- Dessa forma, não atestamos a qualidade das informações nem do atendimento prestado por estas pessoas, e pedimos auxílio deste sindicato para disseminar a seus associados quais empresas estão autorizadas a atuar, permitindo aos mesmos evitar maiores transtornos, como por exemplo, ter de se deslocar até Camaçari para resolver ou obter informações sobre suas operações ou mesmo, ter seus documentos entregues a pessoas cuja confiança na atuação não sabemos ao certo.

Continuamos à disposição para qualquer esclarecimento adicional necessário.

Att,

Eduardo Murta
Gerente de Atendimento - PJ Pública
CAIX- Ag. Lauro de Freitas/BA
( - (71) 3378-8250 [PABX] - (71) 3378-8286 [FAX]

Câmara aprova projeto que favorece formação de profissionais da educação


A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou hoje (7) o Projeto de Lei 2142/11, que coloca como atribuição dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia a formação de profissionais da educação em nível médio e superior. Se a matéria for aprovada em plenário, os estabelecimentos da rede federal passarão a capacitar profissionais para trabalharem nas escolas da rede pública.

Para o Secretário de Formação da CNTE, Gilmar Ferreira, se o projeto for transformado em lei, a nova legislação vai ser um importante reforço para o setor. "Esse projeto é fundamental porque hoje temos uma precariedade de formação dos funcionários da educação. Seja nos estados ou nos municípios, nós temos muita dificuldade para que cursos profissionalizantes sejam ofertados à população", afirmou.

Gilmar salienta as oportunidades de formação na área administrativa, alimentação escolar, serviços de limpeza e também de vigilância das escolas. "Dessa forma, quando abrirem concursos nessas áreas, já teremos pessoal qualificado nessa área para entrar nas carreiras", salienta.

Proposto na legislatura anterior para senadora Fátima Cleide (PT-RO), o PL 2142/11 altera a Lei da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnólogica. A matéria foi apreciada no Senado ainda em 2010. (CNTE, 07/12/11)

Deputados realizam primeira reunião para discutir o relatório do PNE


reuniao_pneFoi realizada nesta terça-feira (6) a primeira reunião da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE), para discutir o relatório apresentado na Câmara dos Deputados na última segunda-feira. No evento o relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni, explicou os pontos de seu texto aos demais parlamentares da comissão e aos representantes de entidades da sociedade civil que estavam presentes.
reuniao_pne_gilmarComo era de se esperar, o ponto mais discutido foi o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) investido na educação. Em seu parecer, o deputado Vanhoni propôs 8% do PIB. O valor é superior à proposta inicial do governo, de 7%, mas abaixo do que é defendido pelas entidades da sociedade civil, de 10%.

Vários parlamentares da comissão manifestaram sua posição a favor de um percentual maior, a exemplo da deputada Dorinha Rezende (DEM-TO). "Nós temos o desejo de propor 10% e o poder de aprovar os 10%. Acho que podemos assegurar, com mais recursos, a valorização do professor. Porque sem dar melhores condições de trabalho a esses profissionais nós não podemos melhorar a qualidade da educação", disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) reconheceu o avanço representado pelos 8% propostos, mas salientou que o cumprimento das metas do PNE exige mais recursos. "Nós aqui da comissão estamos lendo o relatório sabendo que a proposição de 8% é resultado dos esforços do deputado Vanhoni, que foi à luta para propor os 10%. E 8% é quase 100% de aumento sobre o que é hoje aplicado. Mas nós queremos mais e queremos que a equipe econômica faça um reflexão sobre esses 10%", afirmou a parlamentar.

O relator Angelo Vanhoni negou que a proposta de 8% seja resultante de pressão da área econômica do governo. Segundo ele, resulta de cálculos feitos com base em diversos indicadores, inclusive o Custo-Aluno-Qualidade (CAQi), elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. "Não foi possível chegar aos 10% e sou muito franco em dizer que não foi por causa de um impasse entre o governo e a comissão. Nós adotamos um padrão de financiamento que será uma conquista se conseguirmos aprovar aqui, que é o Custo-Aluno-Qualidade. Nós adotamos o CAQi como um parâmetro para a construção do relatório como um todo. Em função desse parâmetro chegamos ao percentual de 8%.", disse o parlamentar.

O relator expôs pontos do PNE para exemplificar seu argumento. No ensino fundamental, o Plano prevê 29 milhões de matrículas em 10 anos. De acordo com Angelo Vanhoni, o projeto inicial do governo previa investimento anual de R$ 2.632 por aluno, enquanto os cálculos baseados no CAQi indicam R$ 2.645. No ensino médio, o parecer do deputado prevê R$ 2.645 contra R$ 2.632 propostos pelo MEC.

Na avaliação do Secretário de Formação da CNTE, Gilmar Soares Ferreira, a incorporação do Custo-Aluno-Qualidade é um avanço que atende às reivindicações feitas pelas entidades ligadas à educação. Mas segundo ele, mesmo assim o percentual de 8% fica aquém do necessário. "Isso é abaixo do que a sociedade vem lutando e estipulando para investimento em educação, que é a condição fundamental para superarmos essa condição de letargia do financiamento, que não oferece as condições para que possamos tirar a escola pública desse problema da não aprendizagem", disse.

Segundo Gilmar, outra falha do relatório de Vanhoni é a falta de uma definição de responsabilidades entre União, estados e municípios. "O Plano Nacional precisa inserir de forma definitiva a responsabilidade de cada ente federado, para que possamos evitar que os município arquem com custos que ele não têm condição. Essa é uma falha do relatório do deputado e que precisa ser corrigida".

A reunião realizada na Câmara é a primeira de cinco sessões necessárias para que os deputados da comissão especial possam apresentar novas emendas. Segundo Gilmar Ferreira, nesse período a CNTE vai continuar atuando para defender um percentual maior para a educação. "Vamos trabalhar para que possamos garantir as nossas emendas, os 10% do PIB, as condições de regulamentação do artigo 23 e as outras questões fundamentais para que a gente possa ter escola pública de qualidade aqui no país", afirma. (CNTE, 06/12/11)

PNE: comentários da CNTE ao substitutivo do relator Ângelo Vanhoni


pne
A CNTE reconhece o esforço da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, encarregada em analisar o PL 8.035/10, no sentido de negociar com a sociedade as metas propostas pelo Poder Executivo ao Plano Nacional de Educação, porém o atraso na leitura do substitutivo do relator expôs limitações de diálogo entre a Comissão e o Governo Federal, situação que poderá comprometer a votação do PNE, neste ano de 2011, ou mesmo inviabilizar avanços reivindicados pela sociedade.

Sobre o mérito do substitutivo, protocolado dia 5/12, não há dúvida de que o relator foi sensível em atender várias propostas da sociedade, muitas consubstanciadas nas deliberações da Conae 2010. Contudo, a estrutura do documento ainda não permite garantir mudanças substanciais nas políticas públicas educacionais, com vistas a atingir um projeto de educação nacional, com qualidade e equidade, sobretudo em razão de omissões na área do financiamento público e da perspectiva de construção do sistema nacional de educação.

Financiamento
Uma das principais deficiências do PNE permanece nesta questão. Embora o substitutivo tenha absorvido o conceito de Custo Aluno Qualidade e fixado prazo de dois anos para sua regulamentação – sob acompanhamento do Conselho e do Fórum Nacional de Educação –, a falta de critério para seu financiamento efetivo não permite determinar, por exemplo, qual a parcela de responsabilidade do Governo Federal, e também de Estados e Municípios, perante o percentual do PIB a ser destinado à educação nacional (sobretudo a pública). Em suma: os planos plurianuais e os orçamentos dos entes federados permanecem sem orientação para atingir com qualidade as metas do PNE e dos planos locais que se sucederão. Igualmente, não é possível saber de onde sairão os recursos para se elevar o percentual do PIB para a educação.
A proposta do relator não contempla o percentual defendido pela sociedade de 10% do PIB para investimento na educação. Estão previstos 8%, até o final da década (aumento de 0,3% ao ano), o que é insuficiente, ainda mais contabilizando-se os repasses do Poder Público à iniciativa privada, como as bolsas do Prouni e do Pronatec. A proposta da Conae prevê aumentar anualmente em 1% a porcentagem do PIB, com investimento exclusivo na educação pública. Ademais, o relator indicou como verbas extras para a educação apenas os recursos provenientes do Fundo Social do Pré-sal e dos royalties do petróleo e demais minerais, sem indicar o percentual mínimo dessas receitas, tampouco outras fontes financeiras necessárias para garantir, além da universalização do acesso e a qualidade no nível básico, as metas de expansão da educação superior pública (graduação e pós-graduação).

Sistema Nacional de Educação
As incongruências ainda existentes na meta 20 (financiamento) – que a CNTE considera vícios de origem do PL 8.035/10, pois o governo optou em não adentrar na questão, sobretudo em âmbito da reforma tributária – omitem o importante debate sobre a construção do Sistema Nacional de Educação (SNE). Sem fontes seguras de financiamento, que expressem o compromisso do Estado brasileiro para com a educação, permanece a lógica do regime de colaboração que submete estados, municípios e o DF às políticas do Governo Federal – hoje expressas nos Planos de Ações Articuladas e nas metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Ou seja: o plano reforça a postura concentradora da União frente a uma desejável visão republicana.
Conforme destacado na primeira avaliação da CNTE sobre o PL 8.035/10 (fevereiro de 2010), a qualidade educacional (com equidade) prescinde de uma estrutura organizativa e de financiamento que seja capaz de comprometer os entes da federação, indistintamente, mesmo à luz da descentralização dos sistemas de ensino. Ao não estabelecer mecanismos de financiamento cooperativo (institucionalizado) para o atendimento das metas, o PNE continua apostando na benevolência dos gestores públicos, cujo resultado, até hoje, mostrou-se incapaz de superar as contradições tributárias ou as disputas políticas sobre o papel da educação para a construção de uma sociedade justa e igualitária.
Ademais, o SNE teria ainda por objetivo induzir e acompanhar a regulação do setor privado frente às metas do(s) Plano(s) de Educação, tema que se encontra aberto em todas as metas de acesso aos níveis, etapas e modalidades da educação, inclusive nas que tratam da formação dos profissionais da educação e do percentual de investimento do PIB no setor.

Controle Social
Importante registrar que as emendas acatadas pelo relator com o objetivo de estabelecer prazos intermediários a quase todas as metas – com exceção do financiamento e de algumas outras –, tende a facilitar o acompanhamento social e institucional do Plano nas unidades da federação.
Destaca-se, também, a inclusão da estratégia 20.4, que trata da divulgação periódica das receitas e despesas dos entes públicos, através de mídia eletrônica, e incentiva a participação popular nos processos de elaboração e discussão dos planos, leis de diretrizes orçamentárias e orçamentos.
Em outra frente de luta envolvendo o controle social, a CNTE tem acompanhado a tramitação do PL 8.039/10, que visa aprovar a Lei de Responsabilidade Educacional. O projeto enviado pelo Governo ao Congresso possui abrangência restrita à Lei da Ação Civil Pública (de caráter patrimonial), porém encontra-se apensado a outras duas propostas que visam tipificar condutas de gestores e educadores em âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente e da própria legislação em comento. Na avaliação da CNTE, os três projetos, além de outros tantos já protocolados em diversas ocasiões no Congresso, merecem um amplo debate com todos os atores da educação, a fim de atender aos objetivos centrais da proposição.

Acesso e permanência
O substitutivo mantém a limitação de atendimento às creches em 50% até o final da década e incentiva a expansão das vagas em creches conveniadas (estratégia 1.7). As demais etapas da educação básica encontram-se sintonizadas com a meta estabelecida pela Emenda Constitucional nº 59, de universalização das matrículas até 2016.
Quanto aos ensinos fundamental e médio, as principais metas consistem no aumento das projeções de concluintes dessas etapas e de frequência entre os estudantes em idade regular (6 a 14 anos e 15 a 17 anos, respectivamente). O aumento da escolaridade da população de 18 a 29 anos também deverá saltar de 9 para 12 anos entre o quinto e o décimo ano de vigência do PNE.
A educação profissional técnica de nível médio conta com a expectativa de triplicar as vagas, devendo 50% concentrar-se no setor público. A medida é importante para limitar o avanço das matrículas na rede privada, que são financiadas em grande parte com recursos públicos.
Para as universidades públicas, o substitutivo prevê aumento de 40% na oferta das vagas em cursos de graduação, com suporte a programas especiais de assistência estudantil. As pós-graduações (mestrado e doutorado) também foram contempladas com percentuais mais elevados de atendimento que os propostos originalmente pelo Executivo.

Gestão Democrática
No tocante à gestão democrática, o relator contemplou boa parte das emendas propostas pela sociedade, em particular pela CNTE, sobretudo em três aspectos:
1. Sobre o Fórum Nacional de Educação, o parecer amplia as atribuições dessa instância, inclusive acerca da competência para analisar e propor a revisão do percentual de investimento do PIB em educação, que ficará, em última instância, a cargo do Congresso Nacional.
2. Quanto ao processo democrático de construção dos planos estaduais e municipais de educação, o substitutivo indica a participação das comunidades escolares, de trabalhadores da educação, de estudantes, de pesquisadores, de gestores e de organizações da sociedade civil no processo de formulação das leis locais.
3. Especificamente sobre a meta 19, o parecer estabelece prazo de dois anos para estados, municípios e DF criarem leis que regulamentem a gestão democrática. As mesmas devem observar a participação da comunidade escolar no processo de escolha (eleição) de diretores. Não obstante a contemplação de propostas da CNTE, o parecer mantém a indicação de critérios técnicos de mérito e desempenho para a nomeação das direções escolares, o que, infelizmente, dá margem à gestão empresarial na educação. Outros destaques do substitutivo: i) prioriza os repasses voluntários da União para os entes que regulamentarem a gestão democrática; ii) recomenda ampla oferta pública de formação para os conselheiros do Fundeb, da Merenda e de outros colegiados voltados ao controle social e ao acompanhamento das políticas públicas educacionais; iii) incentiva a constituição de Fóruns Permanentes de Educação nos entes federados, a fim de coordenar as conferências de educação e de monitorar a execução do PNE e dos planos locais de educação; iv) estimula a constituição de grêmios estudantis e a constituição e fortalecimentos dos conselhos escolares e de conselhos de educação nos municípios, este último de caráter fiscalizador e com funcionamento autônomo; v) induz a construção democrática dos projetos político-pedagógicos das escolas, bem como dos currículos escolares, dos planos de gestão escolar e dos regimentos escolares por meio de profissionais, alunos e familiares.

Valorização Profissional
Com relação à valorização dos profissionais da educação básica, as principais metas e estratégias do Plano trataram de adequar as nomenclaturas dos profissionais à LDB, contemplando os funcionários da educação.
Sobre a carreira (meta 18), o parecer agrega várias propostas da CNTE, sobretudo a que prevê o PSPN para todos os profissionais da educação (art. 206, VIII da CF). O prazo de dois anos para constituir os planos de carreira estaduais e municipais, por um lado, no que concerne ao magistério, contraria dispositivo da lei do piso; porém, com relação aos funcionários constitui avanço que engloba a regulamentação do piso salarial amplo. Outros pontos contemplados pelo substitutivo: i) licença remunerada para qualificação profissional; ii) inclusão dos cursos tecnológicos (funcionários) no rol da formação profissional; iii) estímulo à constituição de comissões permanentes de profissionais da educação, nos entes federados, para subsidiar a implantação dos planos de carreira, além de outras questões abordadas pelo projeto original.
No que tange à formação profissional (meta 16), embora o substitutivo contemple todos os trabalhadores da educação, conforme propôs a CNTE, apenas os professores contam com meta quantitativa a ser alcançada até o fim da década – embora seja preciso adequá-la ao art. 62, § 3º da Lei 9.394 (LDB), que dá preferência à formação inicial de caráter presencial. Falta, no entanto, estabelecer percentuais de atendimento em relação à escolaridade e à profissionalização dos funcionários da educação, bem como indicar as fontes de financiamento dessa política pública. Frise-se que a previsão de bolsas de estudos para pós-graduação contempla professores e demais profissionais.
Quanto à remuneração do magistério (meta 17), o substitutivo prevê equiparar o rendimento médio dos professores com de outros profissionais de escolaridade equivalente. Até o sexto ano de vigência do PNE (o que é muito tempo!) a remuneração deve atingir 85% da média remuneratória dos demais profissionais e até o final da década deverá, no mínimo, ser totalmente equiparada. Hoje, a remuneração média do magistério equivale a 60% da dos profissionais em atividade nos diferentes setores produtivos do país.
O maior "pecado", contudo, da meta 17 do PNE consiste em não vincular a previsão mínima do piso salarial profissional nacional do magistério aos vencimentos iniciais das carreiras, nos estados e municípios, conforme determina a Lei 11.738. E esperamos corrigir essa incoerência através de emendas ao substitutivo do relator Vanhoni.
Importante registrar que esse compromisso do PNE corre sério risco de ser considerado natimorto no caso de a Câmara dos Deputados confirmar a votação da Comissão de Finanças e Tributação da Casa, que atrelou única e exclusivamente o reajuste do piso do magistério à correção inflacionária do INPC/IBGE. Em sendo o piso a principal política de valorização e estímulo ao cumprimento da meta 17, seu "congelamento" inviabilizará qualquer tentativa de equiparação da remuneração média do magistério com outras profissões.

Avaliação da Educação
O substitutivo conserva a lógica dos testes nacionais e do Ideb na estrutura do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica. Retirou-se do texto original a perspectiva de o INEP empreender "estudos para desenvolver outros indicadores de qualidade relativos ao corpo docente e à infraestutura das escolas de educação básica", o que é um retrocesso. O substitutivo do relator apenas aponta ao INEP a necessidade de fornecer novos indicadores (mais amplos) sobre a avaliação institucional, mas não induz a transformação do Ideb. Assim, permanece a educação brasileira condicionada a uma abordagem da pedagogia das competências, a qual se sustenta em currículos mínimos e na omissão de fatores sociais que determinam a qualidade educacional, a exemplo do perfil socioeconômico dos estudantes; da formação, salário, carreira e condições de trabalho dos profissionais da educação; da relação professor/aluno em sala de aula; da infraestrutura das escolas e dos recursos pedagógicos disponíveis à aprendizagem; do processo de gestão democrática, dentre outros.
Sobre os resultados dos testes, o parecer mantém a lógica de restrição dos resultados individuais (por aluno, turma, escola e rede de ensino) às escolas e às redes de ensino, numa tentativa de evitar sua publicização por ranking.
Em breve, a CNTE divulgará as emendas que proporá à Comissão Especial do PNE, com o objetivo de contemplar questões relevantes que deixaram de ser atendidas nesta primeira versão de substitutivo da Câmara dos Deputados.
Brasília, 6 de dezembro de 2011

Fonte: CNTE

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Câmara aprova criação do Dia Nacional dos Profissionais da Educação

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei 6336/09, do deputado Vicentinho (PT-SP), que institui o Dia Nacional dos Profissionais da Educação, a ser comemorado em 6 de agosto.

Segundo o autor, a proposta é uma homenagem ao trabalho qualificado dos profissionais que lidam com a educação no espaço escolar e com a formação das novas gerações. A data de comemoração escolhida se refere à sanção da Lei 12.014/09, que define os trabalhadores considerados como profissionais da educação.

A CCJ aprovou o parecer do relator, deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), favorável à constitucionalidade e juridicidade da proposta.

O projeto foi aprovado em caráter conclusivo e seguirá para o Senado, se não houver recurso para que seja analisado pelo Plenário da Câmara. A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara. (Agência Câmara)

Brasileiras que sofrem violência no exterior ganham serviço de denúncia


No Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, as brasileiras que vivem no exterior ganharam um canal para buscar ajuda. A Central de Atendimento à Mulher, que já funciona em todo o Brasil pelo telefone 180, agora recebe denúncias de brasileiras vítimas de violência em Portugal, na Espanha e na Itália. Esses três estão entre os países mais procurados por brasileiros que vão para o exterior, de acordo com dados divulgados este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a Secretária de Relações de Gênero da CNTE, Isis Tavares, a ampliação do serviço vai amparar principalmente as vítimas de exploração sexual. "Se o 180 já é muito importante aqui no país, imagine para uma mulher que está no exterior, que muitas vezes não foi por livre e espontânea vontade. Hoje nós temos uma realidade muito ingrata, que é o tráfico de seres humanos. Muitas vezes são mulheres que vão com promessas de trabalho e ficam numa situação muito ruim, não têm a quem recorrer. Então é uma iniciativa muito boa para tratar a situação dessas mulheres em vulnerabilidade", diz a representante da CNTE.
Para divulgar o serviço, a Secretaria de Políticas para as Mulheres vai distribuir folhetos informativos em aeroportos, consulados e embaixadas, postos da Polícia Federal e entidades da sociedade civil que trabalham no combate à violência. A ação tem o apoio dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.

A Central de Atendimento à Mulher no exterior vai funcionar 24 horas por dia, de segunda a domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita, e para cada país há um número diferente. Na Espanha, as brasileiras vítimas de violência devem ligar para o 900 990 055. Em Portugal, o número é 800 800 550. Na Itália, a ligação deve ser feita para o 800 172 211. Nos três países, após ligar a mulher deve discar a opção 3 e, em seguida, informar à atendente o número 61-3799.0180. O atendimento é feito em português.

Combate
A Secretária de Relações de Gênero da CNTE, Isis Tavares, acredita que o funcionamento do serviço no exterior também vai ajudar as autoridades policiais no combate a esse tipo de crime. "Muitas vezes não se identifica a ida dessas mulheres como tráfico, como uma coisa ilícita. Elas acreditam em um primeiro momento que aquela pessoa vai ajuda-las de alguma forma a ter uma renda melhor, a ajudar a própria família aqui no Brasil. Mas elas estão sendo enganadas, ludibriadas. O serviço pode ajudar e muito a identificação das pessoas que trabalham com isso e as próprias rotas do tráfico também".
Durante o lançamento do serviço, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou que a Polícia Federal vai investigar todos os casos relatados no exterior, mas salientou que o primeiro passo é retirar as mulheres da situação de risco em que se encontram. Essas operações serão feitas, em um primeiro momento, pelos consulados do Porto e de Lisboa, em Portugal, de Madri e Barcelona, na Espanha, e de Milão e Roma, na Itália.

Realidade brasileira
De janeiro a outubro deste ano, a Central de Atendimento à Mulher recebeu 530.542 ligações de mulheres que relataram situações de violência pelo número 180. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (25) pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. De abril de 2006 a outubro de 2011, a central registrou mais de dois milhões de atendimentos no país.
No ranking nacional de denúncias, o estado de São Paulo ocupa o primeiro lugar em números absolutos, com 77.189 ligações. Isso representa um terço das chamadas feitas desde janeiro deste ano. Em seguida vem a Bahia, com 53.850 denúncias, e o Rio de Janeiro, com 44.345.
Ainda de acordo com o balanço da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a maior parte das vítimas de violência que ligaram para o 180 têm entre 20 e 40 anos, ensino fundamental completo ou incompleto e convive com o agressor há pelo menos dez anos. (CNTE)